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Aline Soares Martins

Relatório do trabalho de campo em Teixeiras

30/04/2010, saída às 14:00 e volta às 18:00

Cordenadores: Edson Soares Fialho e Janete Regina de Oliveira

O primeiro local a ser visitado na cidade de Teixeiras foi a Torre de televisão localizada no chamado Morro de José Willian ou Morro dos Cabritos. Lá observamos várias características da paisagem à sua volta além da perceptível diferença na estrutura das casas dos moradores desse local em comparação com as dos moradores de outros bairros.

Nota-se que o local, embora seja de difícil acesso em função dos morros, é habitado por pessoas de um nível econômico elevado, o que poderia ser analisado como uma possível segregação ou distanciamento desses moradores dos demais da cidade.

O segundo local a ser visitado foi a Estação Ferroviária próxima ao fórum da cidade. Lá o professor Edson passou algumas informações referentes à história da mesma e sua função fundamental no transporte de mercadorias e pessoas, bem como sua relação com a Estrada de Ferro Leopoldina. Ao analisar aquele local específico percebemos que as construções e casas ao redor ainda guardam características do século XIX, como, por exemplo, a casa dos Brant, uma antiga construção ainda preservada pelo seu proprietário Antônio Brant.

Seguindo em direção à praça do centro da cidade observamos algumas casas que ainda guardam as características antigas contrastando com construções mais novas. O terceiro ponto em que paramos foi na praça central. Lá o professor Edson nos informou que a praça teve o nome de Arthur Bernardes inicialmente, uma vez que foi criada na vigência do seu governo, no entanto mudou seu nome para Getúio Vargas após esse assumir a presidência, voltando a ser denominada de Arthur Bernardes após sua saída do governo.

A praça guarda características típicas de cidade pequena do interior e é o centro comercial da cidade. Há algum tempo atrás ela possuía um cinema onde hoje é uma padaria e já teve também um porão, onde eram realizados bailes. Hoje a praça ainda é um ponto de encontro dos jovens da cidade. No seu centro há a igreja matriz onde são realizadas as missas e principais festividades religiosas que reúnem pessoas de todos os locais da cidade, tanto da zona rural como da urbana.

Ao entrevistar alguns moradores do centro sobre as suas impressões sobre a cidade e principais mudanças que notaram ao longo dos anos, foi perceptível o descontentamento com as recentes transformações que a praça sofreu ao serem retirados o coreto e algumas árvores que, acreditam ser centenárias e constituem patrimônio municipal. Outros aspectos mencionados foram as festas tradicionais da cidade que atraem grande multidão dos municípios próximos e a influência da política na vida social, econômica e até pessoal das pessoas.

O último lugar visitado foi a Fazenda Bom Sucesso. Lá o proprietário deu algumas informações sobre a atividade pecuária do local e de lá retornamos para Viçosa.

O trabalho foi interessante pois conseguimos perceber que grande parte dos moradores de Teixeiras estão satisfeitos com a tranqüilidade e segurança que essa cidade propicia. Não foi possível observar grandes marcas étnicas na paisagem de Teixeiras, mas esperamos descobrir essas entre tantas outras peculiaridades nos trabalhos posteriores.

Por

Ana Carolina Silva e Santos

Chegamos à cidade por volta das 14:30 da tarde e logo fomos ao primeiro local de visita,que foi a Torre de TV,quando chegamos observamos um bairro que apesar de se localizar numa parte alta da cidade com riscos de deslizamentos, apresentava uma estrutura bem diferente do resto do município,com características de bairro de classe média.

Quando tivemos a imagem da cidade do alto da torre,foi possível constatar que o crescimento dela se dava de dentro do vale para fora,de forma bem uniforme diga-se de passagem.Teixeiras ainda se conserva bem rural,com uma estrutura bem característica de município pequeno,em que as pessoas ainda vivem com o lazer restrito aos eventos da Igreja matriz contudo, o que para muitos isso seria um empecilho,para a maioria da população torna a cidade com um ar mais afetivo,parece que isso os torna mais próximos.O comercio também reparamos ser bem restrito,condicionados apenas às necessidades essenciais da população,como farmácia,mercado,e algumas lojas de roupa,a estrutura mantêm-se bem tradicional,o que revela um conformismo com a estrutura estabelecida e ao mesmo tempo um apego às raízes.As ruas são bem estreitas com caracterizando o local como de fato,uma cidade pequena.

O segundo ponto que visitamos foi a estação de trem,um lugar com uma imensa nostalgia guardada no ar,a sensação de século XXVIII faz com que passe um filme na nossa cabeça dos anos de ápice daquele local,dando uma idéia de como deve ter sido,a importância daquele local para a economia do município.

Seguindo em frente, partimos rumo à praça ‘’Artur Bernardes’’,onde conhecemos um pouco mais da historia da cidade,inclusive sobre alguns políticos, logo depois fomos fazer uma pesquisa de opinião com os moradores foi ai que descobrimos que apesar dos mais velhos acharem a pacacidade da cidade muito interessante,os jovens,como já prevíamos pensavam ao contrario,sentem falta de um entretenimento menos prezo aos interesses da igreja.

Próximo ponto foi a fazenda,conhecemos um pouco mais da cultura rural de Teixeiras ,percebemos como o estilo de fazendas mudaram, naquela região, com o tempo,não identificamos a presença de uma casa que antes era a cede das grandes fazendas,ficamos meio deslocados com essa mudança,isso porque não tem nada a ver com o modelo em que estudamos nos livros de historia do ensino médio e fundamental e médio.Era uma fazenda apenas de produção leiteira,mais de pequeno porte,sentimos a ausência de rastros na paisagem de africanidades.

Quando chegamos ao fim da visita à cidade foi constatado que a cidade ainda permanece conservando bastante traços de sua tradicionalidade, com apego grande à cultura católica.

Rafael Stocco Trece

A visita à cidade de Teixeiras foi realizada com o grupo do projeto de extensão(Proext)e o grupo de iniciação à docência(Pibid),com a orientação do professor,coordenador Edson Soares Fialho e a professora coordenadora Janete Regina de Oliveira,no dia 30 de abril de 2010,com saída às 14:00 do DHA,e retorno às 18:00.

Ao chegarmos a Teixeiras, nos direcionamos a um local alto da cidade,no pé da Torre de sinal de retransmissão de TV,onde a uma altura de 705m de altitude podemos observar a vista da cidade parcialmente.

A cidade de Teixeiras tem uma população estimada de 12.000 habitantes,sendo que uma boa parte delas vive no meio rural.A mesma,assim como outras cidades do interior de Minas Gerais estão limitadas a se desenvolver na parte plana entre os morros e são nessas áreas que se concentram a parte massiva da população e as suas atividades econômicas.Teixeiras está crescendo rapidamente se comparado a anos anteriores,exemplo disso é o bairro Alencar,que cresce desordenadamente,mas podemos observar mesmo que muito falho uma tentativa de planejamento urbano,por parte do setor público e privado e na maioria das vezes o planejamento é dificultado por falta de dinheiro,espaço e declividade inadequadas.

Chagando ao segundo ponto,no alto do morro da antena de TV,fizemos a medição e estávamos a 742m de altura,depois disso nos dirigimos ao segundo ponto,a praça da estação,onde anteriormente era área de carga e descarga de matéria prima e de pessoas,nos tempos áureos,do café e da mineração.A estação hoje se apresenta como uma rugosidade e é uma testemunha dessa época.Atualmente foi comprada pelo antigo zelador da própria estação e permanece quase imutável,acrescentando um ar ainda mais bucólico à cidade.Ao lado da estação encontramos também o chalé dos Brantes ,uma verdadeira obra arquitetônica do século XIX,onde é a residência de Antônio Brante,um antiquário que preserva um arquivo riquíssimo sobre a história da cidade.

A seguir nos encaminhamos para a praça Artur Bernardes,em memória da figura ilustre do ex presidente da república que se refugiou na região na época da Revolução Constitucionalista de 1930.Essa praça fica junto à Igreja matriz de Santo Antônio, o padroeiro da cidade e é uma típica praça do interior,bem cuidada e com espaço para se sentar e conversar.

Antigamente existia um coreto nessa praça,mas no novo plano de gestão urbana ele ocupava um espaço importante para a expansão do estacionamento e de instalações de infra-estrutura para eventos de grande porte.A retirada do coreto causou benefício para a infra-estrutura logística,mas ao mesmo tempo um desgosto para os antigos moradores que partilham da opinião de que a praça se tornou descaracterizada.

A última parte do trabalho foi a realização de uma enquete, com a população sobre o que eles acham sobre a cidade.O resultado foi positivo e a população afirmou estar satisfeita com a mesma,mas que no fundo acham muito parada,apesar de estar satisfeita com essa calmaria,”a cidade é boa para se criar os filhos”afirmam .Todos concordam que a cidade é segura e em geral estão satisfeitos com o comércio,pois quando há necessidade de algo mais elaborado pode se encontrar em cidades vizinhas como Viçosa e Ponte Nova.

Gabriel Egidio do Carmo

30 de Abril de 2010. Uma rápida jornada até o município de Teixeiras – MG. Chuva na saída do Departamento de Geografia, da Universidade Federal de Viçosa  e tempo nublado em nosso local de visita.

A iniciativa é parte de um projeto de temática cultural da população afro-brasileira e da memória social de comunidades tradicionais. Este é composto por duas diferentes interfaces da temática negra: etnicidades e paisagem. A coordenação dos mesmos é do professor Edson Soares Filaho e da professora Janete Regina de Oliveira.

Essa foi a primeira viagem de campo da equipe(coordenadores e bolsistas), afim de reconhecer e reunir dados sobre o município de Teixeiras, onde o projeto está sendo inicialmente implantado. Nossa primeira parada foi no “Morro dos Cabritos”, para chegar até a torre de TV. É um bairro de classe média, mas devido ás instalações de uma enorme caixa d’água para abastecimento da cidade e da torre de TV, apresenta valorizações distintas das casas residenciais. Lá foram discutidas algumas questões sobre a origem da ocupação urbana do município, a importância e poder familiar agropecuário, a exemplo da influência dos “Carreiro Alvim”. Avista-se facilmente de lá, o Bairro Dona Amélia, o Centro, e o Castelinho. Nota-se uma conformação de ocupação: a parte urbana estende-se pelas encostas das colinas e morros ás margens do Córrego do Patrimônio, Paiol e Ribeirão Teixeiras.

Nossa segunda parada aconteceu na antiga Estação Ferroviária, próxima ao Fórum Municipal. Lá o professor Edson discutiu alguns marcos históricos relacionando a história do município com a Estrada de Ferro Leopoldina. Daí a turma seguiu na tarefa de reconhecimento passando próximo da Usina São Miguel de beneficiamento de arroz e de café e do Chalé, rumo a praça central.

Chegando lá continua as memórias da história da cidade. No passado uma importante praça comercial, com cinemas, hotéis e casas requintadas. Boa parte da pujança econômica gerada pelo café já acabou, mas Teixeiras ainda é dependente das atividades agrícolas. A maioria dos que moram hoje na cidade são jovens demais para se lembrarem das marcas históricas da cidade. A exemplo da emancipação do município, resultado de embates políticos entre getulistas e bernardistas na década de 1930. A atual Praça Arthur Bernardes já foi chamada de Getúlio Vargas.

Hoje, quase 72 anos após a emancipação política do município, a extensão urbana  de Teixeiras abriga mais de 7.000 pessoas distribuídas em diversos bairros. As principais festas são o Carnaval, a Semana Santa e o Jubileu do Bom Jesus.

Á medida em que paramos para conversar com os taxistas, estes iam explicando as modificações que ocorreram por ali,  a reforma da praça, as lembranças da Estrada de Ferro Leopoldina que servia para escoar a produção agrícola e pecuária local…

Até mesmo no brasão de armas municipal são lembradas a importância da atividade agropecuária: as acantonadas representam a pecuária e os ornamentos de café e milho mostram a importância dos produtos da terra.

Ainda sobre a praça, é certo que a circulação de todos não é inibida, mas um sistema de auto segregação parece estar se estabelecendo com rapidez, principalmente porque a praça parece estar se estabelecendo com rapidez, principalmente porque a praça parece dividida e apropriada de formas diferentes pelos jovens aos finais de semana, uma parcela mais abastada prefere não se misturar com os demais freqüentadores e vice-versa.

De lá fomos pela Rua Santa Tereza, seguimos a BR 120 (rumo a Ponte Nova) e entramos em uma estrada rural, passando pelo Santo André até a sede da Fazenda Bom Sucesso. A estrada não está em bom estado de conservação e precisa de reparos.

Na fazenda conversamos com duas pessoas que lá estavam que falaram sobre as atividade pecuária leiteira do local. De lá também avistamos ruínas de uma antiga usina de açúcar. Depois retornamos a Viçosa.

Será que a cidade é capaz de crescer e ao mesmo tempo proporcionar uma boa qualidade de vida a seus moradores? É uma responsabilidade e tanto. Mas é provável que ao observar sua história de

crescimento e decadência econômica, os moradores possam fazer de tudo isso algo positivo.

30/04/201o

Viçosa-Teixeiras (saída 14:00 horas – DEG)

Diego Ingran Lopes

Atividades do Programa de extensão

1 º Parada: Torre de T.V.

O Professor Edson apresenta ao grupo os objetivos do Programa e, em seguida, tece algumas considerações históricas a respeito de Teixeiras e da localidade a qual nos encontramos. É discorrida a questão da segregação social/espacial em Teixeiras. Todos do grupo possuem um croqui esquemático das localidades a serem visitadas e ao longo do percurso são coletadas as coordenadas geográficas com aparelho GPS, com a finalidade de registrar o trajeto realizado.

A Professora Janete aponta para visualização de elementos da cultura Afro-Brasileira, bem como suas marcas na paisagem.

Esta primeira localidade, conhecida como Bela Vista, ou “Morro dos Cabritos”, concentra construções de padrão de classe média, com perfil topográfico acentuado, demonstra valorizações distintas do espaço, devido a instrumentos instalados em sua proximidade, como caixa d’água de abastecimento da cidade e torre de antena de TV.

Avistamos desse ponto o bairro Alencar, considerado como área de segregação espacial, por distar da área central, compondo como um oposto da área em que estávamos.

A cidade é cortada pela BR120, e também por uma malha ferroviária desativada, a qual no passado ligava a cidade a outros pontos importantes do estado e, com isso, movimentava a economia local do município. Ao longo da rodovia, havia um pretensioso empreendimento habitacional, logo nas margens da via, mas que se encontra embargado judicialmente.

2° Parada: Praça da Rua Nova

Paramos próximo a Usina São Miguel, de beneficiamento de grão de café. Essa localidade é considerada o núcleo de prédios antigos da cidade. Foi discorrido pelo professor Edson um pouco da historia e dinâmica desse ponto. Remontando a “Revolução de 1932” quando armamentos eram entregues nesta estação para articulação e defesa do Presidente Arthur Bernardes, que se refugiara na região, à época.

Passamos pela casa do escritor Brant, figura notória na cidade. Em seguida, fomos caminhado pela Avenida Francisco Pena, onde se situa o fórum e a Casa de Brant, em direção à praça Arthur Bernardes, área comercial e central da cidade.Fizemos uma parada neste ponto.O Prof. Edson ressaltou a configuração espacial e sua contextualização histórica.Tal praça, já teve o nome de Getulio Vargas. Isso, pelo fato, de um ex-prefeito Dr. Mariano da Rocha, ter sido seu aliado político, após trair o então correligionário, Arthur Bernardes. Tempos depois, após saída de Mariano da Rocha do poder municipal, dirigentes locais restabeleceram o seu antigo nome.

Entrevistamos algumas pessoas da localidade que pela praça passavam. Dirigimos até alguns taxistas afim de obter a percepção local deles.Conversamos com Jucenir, taxista e artista musical, além de outras pessoas que se encontravam nas proximidades.

Perguntamos ao grupo, como era a visão deles a respeito de Teixeiras, como era a vida, o trabalho e a história da cidade. Disseram-nos que a cidade é pacata, tranqüila para moradia, mas que faltava empregos. Possui poucas atividades culturais e festas promovidas pela prefeitura. Ressaltaram o tempo da atividade da ferrovia, que ligava Itabirito ao Rio de Janeiro, pelo transporte de café, boi, minério e de pessoas. Falaram que essa circulação gerava lucros para a cidade.

3º Parada – Santo André

Localidade de Santo André, onde passamos por um museu, numa espécie de chácara. Havia uma chaminé, provavelmente do tempo da produção açucareira, décadas de 1980 e 90. Paramos na Fazenda Bonsucesso. Em sua sede, Anísio, sobrinho do proprietário e gerente da propriedade respondeu a algumas indagações de nosso grupo. Nas proximidades da Fazenda visualizamos uma escola rural e uma capela.

RECONHECER GRAFIAS E TECER LEITURAS SOBRE O MUNDO: AFRICANIDADES NO UNIVERSO ESCOLAR DE TEIXEIRAS-MG

Coordenação: Janete Regina de Oliveira/Edson Soares Fialho

Voluntário: Paulo Duarte Guimarães

Com a orientação dos professores Edson Soares Fialho e Janete Regina de Oliveira, partirmos na sexta-feira, 30 de abril de 2010, do departamento de Geografia da UFV para o município de Teixeiras, na Zona da Mata Mineira. Essa nossa visita faz parte do projeto de extensão Reconhecer Grafias e Tecer Leituras Sobre o Mundo: africanidades no universo escolar de Teixeiras-MG, desenvolvidos pelos alunos de graduação de Geografia da Universidade Federal de Viçosa e coordenado pelo professores citados acima. O objetivo desse trabalho de campo era conhecer um pouco mais da historia e da dinâmica atual do município, além de tentar encontrar e reconhecer marcas da cultura negra nesse local. Para a realização desse trabalho foi utilizado dois aparelhos de GPS e um croqui do percurso a ser feito. Essas ferramentas serviram para ajudar na orientação e localização durante o trabalho.

1ª Parada: Morro dos Cabritos

A primeira parada foi realizada, de acordo com o croqui “na torre de TV”. Essa torre se encontra na localidade conhecida como Morro dos cabritos ou Morro do Zé Wilian. Nela foi possível observar um espaço de auto-segregação, já que se encontravam ali residências de alto nível. Foi detalhado pelo professor Edson, porém, algumas adversidades do local, que fazem com que algumas casas e lotes sejam desvalorizadas. Dentre essas adversidades temos a presença dos reservatórios de água da Copasa e de uma antena de telefonia móvel. Esse dois grandes fixos acabam gerando riscos para o local, já que os mesmo são plausíveis de acidentes. Um pouco mais adiante, chegamos à torre de TV, que se localiza na parte mais alta do morro. Dela é possível avistar grande parte da área urbana de Teixeiras.

2ª Parada: Antiga Estação Ferroviária

Foi responsável por muito tempo pelo escoamento da produção cafeeira e pela locomoção das pessoas da região. O café foi o produto transportado em seus primórdios e o minério de ferro em seu termino, com o percurso de Itabirito-MG até Rio de Janeiro. O transporte de passageiros aconteceu ate a década de 80, segundo o professor Edson.

Em seu entorno encontrávamos indústrias de beneficiamentos e armazéns com insumos agrícolas. Dessa forma, o produtor rural, ao se dirigir a estação acabava por adquirir o que era necessário para sua produção, evitando deslocamentos extensos. É possível encontrar até hoje uma indústria de beneficiamento de grãos próximo a linha férrea.

O professor Edson ainda nós contou sobre um fato ocorrido que mostra a importância dessa estação ferroviária. Durante a Revolução de 32, o então Coronel Antônio de Pádua recebia armamento na estação de Teixeiras, mostrando assim a importância do local no cenário nacional. Hoje, a estação pertence a seu antigo zelador, que acabou adquirindo, por meio de compra, a propriedade do local.

O que se pode concluir sobre a estação ferroviária é um dos grandes patrimônios históricos e culturais de Teixeiras, sendo um bom referencial para esse e para futuros projetos.

Ainda nas proximidades da Estação Ferroviária, encontramos o Chalé do Brant, uma casa antiga que passa por reformas. Esse chalé pertence a Antonio Brant, ex-professor da UFV e representa bem a arquitetura do século XVIII.

3ª Parada: Praça Arthur Bernardes

Logo após a visita a estação e a observação do Chalé do Brant, caminhamos a pé pelo centro da cidade com destino a Praça Arthur Bernardes. Pelo trajeto foi possível perceber a calmaria e a tranqüilidade típica de uma cidade do interior mineiro.

Ao chegarmos à praça, o professor Edson nos contou a historia do local, sua mudança de nome por causa de questões políticas, sua importância para a cidade e por fim, sobre as mudanças que ocorrem na mesma ultimamente.

Foi proposto pelo professor Edson e pela professora Janete uma aproximação entre nós estudantes e os moradores da cidade, a fim de percebermos quais eram as impressões dos mesmos sobre a cidade que residem.

Assim, divididos em três estudantes, fomos abordar os moradores na proximidade da praça. Acabamos por conversar com a senhora Ana Helena do Carmo, mais conhecida como Ana da creche. Ela deixou bem clara a sua satisfação de morar em Teixeiras pela tranqüilidade do local e pelos amigos e parentes que se encontram ali. Questionada sobre alguma coisa que lhe incomodava na cidade, Ana Helena esboçou seu aborrecimento pela transformação da praça, já que foram cortadas arvores altas e bonitas, que sombreavam o local fazendo dali um ótimo espaço de encontro para um bate-papo entre os moradores. Sua insatisfação maior se deu pelo fato de não ter sido questionado a população local sobre uma possível transformação da praça.

4ª Parada: Fazenda Bom Sucesso

A fazenda Bom Sucesso se encontra na localidade de Santo André, pertencente ao município de Teixeiras. Essa fazenda produzia café, mas agora se dedica a produção de leite, com uma produção estimada em 150 litros por dia. Lá fomos recebidos pelo Divino, o responsável pelo local. De forma simples e atenciosa, ele foi respondendo nossas perguntas e curiosidades. A fazenda apresenta uma extensão considerável de terra e em uma porção de terra cedida pela mesma, funciona uma escola que atende a comunidade pelo período da manha, sendo de grande importância para educação na zona rural de Teixeiras.

Por fim, já no final da tarde, retornarmos para Viçosa, com um grande material para enriquecermos nosso trabalho sobre a expressão negra no território de Teixeiras.

Natália Faria de Moura

Inicialmente fomos ao Morro do Zé Willian, conhecido também como morro dos cabritos. Tal localidade é marcada pela desvalorização imobiliária por haver uma grande torre de TV e uma imensa caixa d’água da COPASA, artefatos que podem propiciar acidentes e risco para a população residente. No alto do morro o Prof. Edson fez algumas observações quanto à localização de alguns pontos importantes da cidade, tais como a represa, a fazenda herança da família “Carreto Alvim”, o crescimento urbano via rodovia próximo ao vale do interflúvio, em direção ao bairro Alencar.

Em direção a Praça da Estação passamos pela Rua Nova, área onde predomina as casas mais antigas da cidade. Ao chegarmos à Praça nos foi relatado um pouco da sua história. A relação desta com o bernardista Antônio Pádua que na época da Revolução de 1930 recebia em Teixeiras os armamentos para a mesma, sendo que Araponga era o lugar de treinamento das tropas. Foi falada também a história da casa de farinha presente até hoje na paisagem da Praça, a importância dos árabes para o desenvolvimento econômico e comercial na região das ferrovias.

Posteriormente nos dirigimos a Praça Arthur Bernardes. O coronel Marinho da Rocha que era bernardista no momento anterior a Revolução de 1930 muda de posição política em função de troca de favores e começa a apoiar Getúlio Vargas. Em 1938, quanto Teixeiras se emancipa, tornando-se município, o coronel é nomeado prefeito da mesma e nomeia a antiga Praça Arthur Bernardes em Praça Getúlio Vargas em homenagem a figura política que o propiciou tal cargo. Mais tarde a praça voltou a se chamar Praça Arthur Bernardes.

A praça sofreu inúmeras modificações a partir da reforma urbana do ano de 2006. A praça perdeu seu coreto, foi ocupada nos arredores por comércios, perdeu muito de sua antiga arborização e os bancos que tinham encosto foram substituídos por bancos sem encosto. Tais mudanças se justificam a atender a demanda específica das festas da cidade, abrindo mais espaço para a ocupação do público e dos aparatos festivos, tais como sons, palco, etc. Para alguns moradores as mudanças foram positivas, pois agora há estacionamento para os carros, há comércio mais central. Porém a maior parte, essencialmente os moradores mais antigos reclamaram, pois este espaço estava ligado a memória da cidade, a um espaço de lazer e socialização, onde se ia recostar sobre os bancos na sombra das árvores e conversar com os conhecidos, passar o tempo. Hoje a praça é um lugar de transito e não mais tão freqüentado.

Nas conversas com os taxistas da praça nos foi relatado essa dinâmica antiga da praça, a importância que tinha a ferrovia para o desenvolvimento da cidade, pois esta propiciava remuneração aos moradores. Sobretudo os trabalhadores rurais vendiam sua produção agrícola que era levada juntamente as outras cargas que passavam por ali, tais como minério, café e arroz. Foi-nos relatado que antes a cidade tinha melhores remunerações e o povo era mais trabalhador. Agora se reclama muito da ausência de outras fontes de empregos que não seja o serviço público, o que gera a reduzida renda da população.

Finalmente visitamos a “Fazenda Bom Sucesso” localizada na zona rural da cidade. No caminho avistamos a Rua da Várzea, espaço que integra o rural e o urbano. Vimos ainda da estrada em direção a Santo André, a antiga usina de açúcar da cidade. Percebem-se também ao longo do percurso até a fazenda algumas granjas, plantações de café, feijão e milho. O atual dono da fazenda não estava presente, mas seu sobrinho Sr. Anísio estava lá a administrando. Esta foi adquirida a pouco tempo por seu tio, sendo caracterizada por uma empresa familiar com produção de leite, aproximadamente 150 L/dia. Antes, contudo era plantado café. Sr. Anísio nos contou que ali próximo há uma grande fazenda – “Fazenda São João” – onde havia antigamente uma senzala.

Próximo a fazenda encontra-se a escola municipal de Bom Sucesso, porém esta estava fechada, pois funciona só pela manhã.